«Patchwork Girl», Shelley Jackson

Patchwork Girl

   Patchwork Girl trata-se de um exemplo de literatura electrónica da autora americana Shelley Jackson. Foi publicado por Eastgate Systems em 1995 e foi considerado um trabalho de ficção hipertextual de elevada importância.

Baseado em dois livros, Frankenstein de Mary Shelley e Patchwork GirlExemplo de uma secção de Patchwork GirlExemplo de uma secção de Patchwork Girl of Oz de L. Frank Baum, este projecto apresenta a história através de ilustrações de partes do corpo de uma mulher que se vão unindo por meio de texto e imagem.

  A narrativa da história é dividida em cinco segmentos: Quilt, Journal, Graveyard, Story e Broken Accents. Cada segmento leva a história em múltiplas direcções através de várias ligações de texto e imagem. Em Quilt encontra-se uma mistura de espaços da história criados pela combinação de frases de diferentes fontes – desde o livro de Baum aos manuais sobre hipertexto. A secção Journal representa o escrito de Mary Shelley sobre o seu primeiro encontro com a sua criação feminina. A fracção seguinte refere-se a Graveyard e consiste numa lista com o nome das várias partes e órgãos do corpo que saem do monstro feminino. Em Story o monstro passa do século XVIII para o século XX num curto espaço da história. Aqui existem duas opções das quais o leitor terá de escolher um a – a de amante ou a de monstro. Estas duas opções giram em parte em volta do mesmo texto, o que leva a um final semelhante. Por último, em Broken Accents a história é levada a cinco ligações distintas e algumas delas irão girar em torno das mesmas repetidamente. Contudo, o leitor poderá optar por uma ligação e criar sua história. Nesta parte a autora Shelley cria vários espaços da história em que aborda temas como o nascimento, a morte, a ressurreição, o tempo e os desafios e benefícios do hipertexto.

Exemplo de uma secção de Patchwork Girl

  Patchwork Girl é como uma espécie de “escolha-a-sua-aventura” história, e torna-se um projecto interessante na medida em que permite ao leitor criar o seu enredo e decidir qual o caminho a seguir.

 Daniela Torres #3619

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